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Retrato Verbal

Retrato Verbal: nova coluna no site do Campus

Para comentar sobre livros do nosso acervo, sobre novos e velhos títulos, está no ar a coluna Retrato Verbal. O espaço tem o objetivo de promover a circulação de opiniões e comentários de leitores da biblioteca. O Retrato Verbal estará sob a responsabilidade da Coordenação de Comunicação e supervisão da Professora Gal Meirelles. O projeto conta com apoio voluntário da estudante de Licenciatura em Computação, Juliane Borges; do Técnico de Laboratório de Informáitica, Ticiano Lima; do coordenador da CGTI, Marcos Miranda; de Emiliano Gonçalves de Jesus, do Áudio Visual; e, é claro, com o suporte de Reginaldo Pereira e de toda a equipe da biblioteca que apoiará, você, leitor. Vários estudantes e professores estão se mobilizando, escolhendo livros e escrevendo comentários. Vá à biblioteca, leia e participe enviando seus textos para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

 

Sopa de letras

Por Gal Meirelles

Você sabe o que é FNDE? PNLD ou PNBE? Pois é, perece mesmo sopa de letrinha...

Mas não é bem assim. Todas estas siglas respondem por programas governamentais que regulam a educação pública no Brasil. O FNDE é um fundo mantido com recursos públicos para fomentar programas nacionais de educação básica; é o tão ovacionado Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, para o qual – inclusive – devem ser direcionados recursos do pré-sal.

A partir deste fundo são mantidos programas, a exemplo do Programa Nacional do livro didático (PNLD) e o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), responsável, este último, por a distribuição de obras literárias, de referência e periódicos. No ano passado, 2013, foram gastos dos cofres públicos a astronômica soma de R$ 143.553.854,75, segundo dados divulgados pelo portal do MEC. A aplicação de tais recursos, além de fomentar a cadeia produtiva do livro, objetiva “à democratização do acesso às fontes de informação; ao fomento à leitura e à formação de alunos e professores leitores e ao apoio à atualização e ao desenvolvimento profissional do professor”, conforme resolução do MEC de Nº 07, datada de 20 de março de 2009.

Se, de acordo com Castro Alves, no poema O livro e América, publicado em 1870, o XIX era o século da imprensa, talvez – no que depender do governo brasileiro –, o XXI, pomposamente aclamado como o das novas tecnologias, em nosso país, seja o século dos livros. Desde 1997, ano em que o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) foi criado, o governo tem distribuído anualmente milhões de livro para escolas públicas de educação básica em todo Brasil. O PNBE funciona alternadamente: escolas de educação infantil, do ensino fundamental (anos inicias) e educação de jovens e adultos (EJA) são contempladas nos anos ímpares; enquanto instituições de ensino fundamental (anos finais) e ensino médio são atendidas em anos pares.

Foi exatamente por isto que, no retorno das férias, a biblioteca do campus IFBA Santo Amaro recebeu seu quinhão do latifúndio bibliográfico do país: são 59 títulos novos que complementam o acervo de literatura da instituição.

Todos os livros – sob a supervisão de Reginaldo Pascal, bibliotecário do campus – já foram devidamente catalogados e estão disponíveis na estante “Novas Aquisições”. Entre os títulos, para felicidade e comiseração de todos, estão autores baianos a exemplo de João Ubaldo Ribeiro, com o livro de crônicas que tematizam sobre a Língua Portuguesa, publicado em 2012 pela Ediouro, sob o título Esse nosso português; e Luiz Pimentel, com o título Cenas de cinema: contos em gotas, publicado pela Myrrha Editora, em 2011.

Conforme o site do MEC, em 2013, o governo destinou cerca de 7.426.531 milhões de livros, sendo que 5.207.647, ao custo de R$ 56.677.338 chegaram às escolas de ensino fundamental, enquanto que o restante, 2.218.884, ao custo de R$ 29.704.045,58, destinaram-se a atender instituições de ensino médio. O IFBA se enquadra nesta categoria, por isto o campus Santo Amaro recebeu 59 exemplares ao custo aproximado de R$ 800,00 a fatia do bolo. Desde que o campus inaugurou, recebemos uma média de 619 títulos entre dicionários, periódicos, romances, coletâneas de contos, crônicas, histórias em quadrinhos, tirinhas dentre outros gêneros textuais. Estão todos ali, ao alcance de nossos olhos, mãos e bocas. Podemos nos alimentar, digerir as letras, transformando-as em sonhos e ideias, por que, como escreveu nosso poeta maior, Castro Alves, “[...] o livro é audaz guerreiro, que conquista o mundo inteiro” e “caindo n’alma: é germe – que faz a palma/ é chuva – que faz o mar.”.

 

A REDE


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