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VIII IFBARTE - Arte, Política e Democracia

No dia 02 de junho, o Teatro Dona Canô, em Santo Amaro, foi tomado por políticos corruptos, artistas, manifestantes, gritos de protestos, cartazes e faixas com palavras de ordem, cenas de repressão policial, clamores por justiça e democracia e até uma tribo de índias guerreiras se colocaram a postos para lutar em favor de sua liberdade. Foi o VIII IFBARTE que, por meio de diversas formas de expressão artística, entrou em cena apresentando o tema “Arte, Política e Democracia”.

Música, dança, teatro, literatura, cinema, artes visuais e muita empolgação deram o tom do evento que é realizado anualmente pelos alunos do IFBA campus Santo Amaro, com participação de docentes e técnicos do campus e aberto a toda a comunidade. A coordenação do evento ficou por conta dos professores da área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, os quais contaram com o apoio dos professores Bruno Moreira, Marcele Almeida, Soraia Brito, Fabiana Batista e Luís Carlos Ferreira que se responsabilizaram por acompanhar o processo criativo de algumas das turmas que se apresentaram.

O evento foi aberto pela professora Tânia Flores que destacou que o seu objetivo é possibilitar a formação integral e cidadã dos estudantes, bem como integrar todos os cursos, servidores, estudantes e comunidade por meio da expressão artística. Entre as 8h45min e as 13h, onze grupos subiram ao palco trazendo as mais diversas formas de representação artística para o tema proposto. As performances mesclavam música, teatro e dança e foram aplaudidas com muito entusiasmo por uma plateia atenta e vibrante.

O professor Valmir Batista, que preparou com seus alunos uma performance de tango, diz que a dança, assim como as demais manifestações artísticas, é uma via de expressão capaz de representar diferentes ideais. No caso do tango, ele comenta que o gênero, que se originou em prostíbulos, era considerado ‘imoral’, e não teria se tornado patrimônio cultural da humanidade se não tivesse resistido. Com isso, ressalta que independente de onde a arte se expresse, as minorias oprimidas precisam lutar pelos seus direitos contra a censura e em defesa dos seus ideais.

O VIII IFBARTE também serviu de espaço para lançamento do Núcleo de Arte e Cultura (NAC) do campus Santo Amaro. O projeto, coordenado pelos professores Eduardo Ferreira, Jecilma Lima, Marcele Almeida e Soraia Brito, tem como um dos seus objetivos a promoção da cultura popular e da arte enquanto agentes de consolidação da identidade, com foco principal nas manifestações artísticas do Recôncavo Baiano. Na ocasião, o núcleo apresentou um recorte da performance “Icamiabas” que, no folclore brasileiro, se refere à índias que teriam formado uma tribo de mulheres guerreiras que não aceitavam a presença masculina.

Outro ponto forte do evento foi a premiação do I Concurso literário do IFBARTE: Poesia, organizado pelos professores Cleberton dos Santos Gal Meirelles. Os premiados em 1º, 2º e 3º lugares foram os alunos Camila dos Santos de Apolônio, Karine Alves Matias e Luis Antonio da Silva Filho, respectivamente. Enquanto que Matheus Victor Sales Santana e Jaíne dos Santos Gonçalves receberam menção honrosa pelos seus poemas. Na opinião da professora Odete Uzeda, a entrega dos prêmios literários foi um dos pontos altos do evento. “Um momento promissor, mobilizador e com muito potencial de transformação para a vida das pessoas”, diz a professora.

No foyer do teatro foi organizada uma mostra de artes visuais, reunindo trabalhos de alunos das turmas de 1º ano, desenvolvidos sob orientação da professora Cláudia Leone durante as suas aulas da disciplina Desenho Técnico. A professora Tânia Flores também marcou presença na mostra expondo seus desenhos em nanquim, utilizando a técnica zentangle.

O cinema também teve espaço garantido nesta edição do IFBARTE, com a apresentação de três filmes. O primeiro, um documentário com duração de 31 min, "Nós sempre estivemos na História", foi realizado pelos alunos Jaíne Santos, Charles Marx, Magdiel Baruque, Luana Dias, Murilo Fernandes, Renata Carolaine, Silvio Cleiton, Gutiery Anunciação e Felipe Nery. O emocionante curta "Seivas" é uma realização dos alunos Inês Castro, Luana Dias, Rodrigo Oliveira, João Gabriel, Victória Oliveira, dirigido por Guilherme Maia. Esses dois filmes foram produzidos no seminário "Africanidade, empoderamento e contemporaneidade", orientado pelo professor Bruno Moreira, na disciplina História. O terceiro filme, “Sou a minha liberdade”, foi uma realização dos alunos do 1º C de Eletromecânica, sob orientação do professor Edson Machado.

O fechamento do evento ficou por conta de um grupo de alunos do campus Camaçari que brindou o público com um recorte da mostra de dança “Diálogos possíveis entre a terra e o corpo”. A mostra compõe um projeto maior realizado naquele campus, chamado “Os Sertões”, e a performance apresentada foi produzida e dirigida pela professora Nívea Cerqueira como parte do seu trabalho na disciplina Educação Física.

O VIII IFBARTE parece ter alcançado o seu objetivo com êxito. Isso fica expresso em falas como as da professora Odete Uzêda que avalia o evento como fundamental para a formação de estudantes, professores, técnicos e gestores, uma vez que toda a escola fortalece seus laços e comprometimentos, reconhece seus talentos e forças criativas. A professora declara que é muito gratificante ver um aluno que não é tão participativo em sala, crescer no palco e afirmar sua identidade e vontade. Ela ainda chama a atenção para o a importância do esforço despendido pelos professores orientadores que, em interação com as turmas, conseguem gerar um produto de alto nível e profundidade.

Quanto à mensagem que o tema escolhido para essa edição pretendia levar, o resultado também soou bastante positivo. A esse respeito, a professora Odete conclui que o momento político que atravessamos ficou muito bem desenhado e gerou uma crítica social rica. Na mesma linha, o bacharelando Rômulo Vieira, do curso de Cultura, Tecnologia e Linguagens da UFRB, avalia que o IFBARTE cumpriu o papel democrático de entreter e informar e confessa "(...) me emocionei diversas vezes com a força dessa juventude. Vibrava a cada preto e preta homenageados, a cada palavra de protesto, a cada ato sensível, a toda diversidade representada. Fico muito feliz em ver uma juventude tão viva!"

Veja fotos do evento aqui

 


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